Durante o IV Congresso Internacional CBMA de Arbitragem, realizado pelo Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem no Rio de Janeiro, no mês de agosto, advogados de empresas como Vale e Petrobras, reconheceram que apesar de um aumento no tempo de tramitação, o que é indesejável para o mercado, custos mais altos e algumas decisões pouco fundamentadas, as companhias abertas ainda preferem discutir um litígio dentro de uma câmara arbitral em vez das varas do Poder Judiciário.

Segundo os advogados, houve um aumento nos últimos anos no tempo de tramitação das arbitragens nas principais câmaras, chegando a até três anos. Para os especialistas, os litígios estão se estendendo mais do que deveriam, e isso é crucial, pois retarda a definição significa da insegurança jurídica. Os especialistas defenderam, ainda, que é preferível perder uma causa nesse período do que ganhar em 20 anos no Judiciário.

De acordo com Raphael Zaroni, sócio do Zaroni Advogados, “o Judiciário por diversas vezes tem se revelado incapaz de atingir uma decisão adequada e célere a determinados conflitos de grande complexidade e vulto. E essa atitude contribuiu para o crescimento da arbitragem no país, que passou a assumir um papel de destaque na solução de conflitos em virtude dos diversos benefícios que notadamente proporciona. Portanto, mesmo com o aumento do tempo de tramitação de certos procedimentos arbitrais, estes ainda devem ser considerados como uma relevante alternativa ao Judiciário”, afirma.