Com a recente mudança na legislação que autoriza até 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas com sede no Brasil, o interesse das companhias de baixo custo, as chamadas “low cost”, em operar voos internacionais no país, vem aumentando. 

Essas empresas operam com baixo custo e cobram menos pelo preço das passagens, não oferecem alimentação nos voos, nem totens com impressoras para retirar o bilhete. Além disso, elas costumam cobrar por serviços como despacho de mala e marcação de assentos.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a operação de quatro delas no país: a Norwegian, que faz a rota Londres – Rio de Janeiro – Londres e opera desde maio desse ano; a chilena Sky Airline, opera desde novembro de 2018 nas rotas Santiago – São Paulo e Santiago – Rio de Janeiro e pretende realizar os voos Santiago – Florianópolis a partir de novembro e Santiago – Salvador a partir de dezembro; a argentina FlyBondi, que começou a operar na segunda semana desse mês nas rotas El Palomar – São Paulo e El Palomar – Rio de Janeiro, e pretende operar El Palomar – Florianópolis; e por fim, a subsidiária chilena da norte-americana JetSmart, começa a voar a partir de dezembro, na rota Santiago – Salvador.

Para o sócio fundador do Zaroni Advogados, Raphael Zaroni, “a autorização para participação de até 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas brasileiras deve ser reconhecida como mais um esforço do governo federal em expandir a economia brasileira e destacar o país como um destino atraente para investimentos estrangeiros.”

A ANAC afirmou também, que outras companhias aéreas, que fazem voos tradicionais, estão em processo de autorização para fazer voos domésticos no país. Um exemplo é a Air Europa, que já opera nas rotas Madri-Recife, Madri-Guarulhos e Madri-Salvador. A Air China e a Virgin também demonstraram interesse.