Um estudo feito pela Boa Vista, e divulgado no dia 8 de julho, mostrou que os pedidos de falência aumentaram 28,9% em junho em relação ao mês anterior, e que os de recuperação judicial cresceram 82,2%. O levantamento foi feito com base em informações colhidas pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) em fóruns, varas de falência, Diários Oficiais e da Justiça.

No caso das falências decretadas dentro do mesmo período houve um salto de 93%, enquanto as recuperações judiciais aceitas dobraram, com alta de 103,3%.
A crise no novo coronavírus impactou diretamente esses números. Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, os pedidos de falência subiram 87,1%; as decretações, 71,3%; as solicitações de recuperação, subiram 44,6%; as decretações, 123,4%.

Ainda de acordo com o estudo da Boa Vista, as pequenas empresas foram as mais afetadas. Na média de 12 meses, essas companhias foram responsáveis por 93,4% dos pedidos de falência; 95,8% dos deferimentos; 94,2% das solicitações de recuperação; e 94,3% das decretações. A título de comparação, apenas 1,3% das grandes empresas entraram com pedidos de falência e 1,1% delas com o de recuperação.

Segundo Raphael Zaroni, “micro, pequenas e médias empresas são afetadas por terem menos acesso a crédito e a recursos gerenciais utilizados por empresas mais estruturadas, que muitas vezes incluem medidas jurídicas, judiciais ou não, que trazem fôlego muitas vezes suficiente para superar esses momentos de crise.”