A primeira rodada de leilões destinada à privatização dos aeroportos brasileiros, promovida pelo Ministério da Infraestrutura, ocorreu no dia 15 de março. O objetivo é repassar à iniciativa privada a obrigação de administração e a necessidade de investir, antes a cargo da Infraero.

Ao todo, nesta rodada, 12 terminais de menor volume de tráfego foram leiloados. Os vencedores foram o grupo espanhol Aena (seis no Nordeste), o grupo suíço Zurich (dois no Sudeste) e para o consórcio brasileiro Aeroeste (quatro no centro-oeste). As ofertas somadas ultrapassam o montante de R$ 2,3 bilhões, o que comprova o grande sucesso da rodada por ter arrecadado valor dez vezes mais do que o esperado.

Nesse cenário de confiança perante os investidores externos e nacionais, o Ministério da Infraestrutura deu início aos estudos que irão definir os valores e expectativas de investimentos necessários em cada aeroporto leiloado. A iniciativa servirá de parâmetro para os interessados na próxima rodada de leilões se prepararem, contábil e juridicamente, para a apresentação de propostas e participarem da disputa.

Uma das plataformas de campanha do presidente Jair Bolsonaro, o plano do governo é retirar da Infraero todos os aeroportos administrados pela estatal até o início de 2022, último ano do mandato, para quando estão previstas duas rodadas de leilões incluindo Santos Dumont, no Rio, e Congonhas, em São Paulo, dois dos mais importantes aeroportos do País.

As desestatizações vêm representando uma ótima fonte direta de renda para os cofres públicos, além de se esperar que os investimentos feitos pelos novos gestores melhorem não só a infraestrutura dos aeroportos, mas também a qualidade de vida local. Afinal, são importantes empregadores, capazes de incrementar o fluxo de pessoas, o comércio e a prestação de serviços.